Há algum tempo venho observando alguns sintomas
comuns entre meus pacientes e, lendo artigos sobre alimentação e comportamento fisiológico
de nutrientes no corpo, resolvi fazer um teste e sentir “na pele” como seria a
alimentação sem glúten. Tanto socialmente quanto fisicamente.
Quero deixar bem claro que segundo a opinião de
alguns especialistas a DOENÇA CELÍACA é o único problema de saúde que exige a
retirada total do glúten da alimentação. Segundo eles “Não existe base
científica para condenar esse componente do trigo”, à não ser no caso da doença
celíaca, não há evidências de que o glúten seja uma proteína ruim para o
organismo de indivíduos saudáveis nem que tenha a ver com a obesidade.”
Para conhecimento geral, o Glúten é uma proteína encontrada no trigo, no
centeio, na aveia e na cevada. Segundo médicos e especialistas, ao chegar no
intestino o glúten transforma-se em uma espécie de cola, aderindo-se nas
paredes intestinais. Com o passar do tempo, provoca saturação do aparelho
digestivo, aumento da gordura na região do abdome, dores articulares, alergias
cutâneas e depressão.
Para outros estudiosos, e também pela linha de
pensamento que sigo em meu trabalho e que vou explicar aqui neste post, muito
desses problemas de saúde estão relacionados ao consumo excessivo de alimentos
ricos em glúten como pães, biscoitos, macarrão e bolos. Existem até queijos
embutidos compostos por esse nutriente. Você pode estar pensando agora: “mas e
o que comer no lugar desses alimentos?”. “Mandioca, milho e arroz no lugar do
trigo importado, que faz tanto mal a saúde”.
Como explico sempre para meus pacientes: não é
preciso ser celíaco (portador da intolerância total ao Glúten) para sofrer com
a irritabilidade do Glúten: o corpo responde de diversas maneiras: obesidade,
síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio, alergias, diarréias
e doenças auto-imunes. O excesso de glúten sinaliza com um metabolismo lento, favorecendo
bactérias que gostam de calor e estagnação.
A exclusão ou restrição ao glúten está sendo
bastante utilizada, pois o emagrecimento e a redução de gordura na área
abdominal é comprovada na prática. A alimentação é normal, existem pães de
aipim e de milho, macarrão de arroz e cookies de soja.
Atualmente estou fazendo essa restrição, que
chamo de dessensibilização ao glúten, por um período de três meses no qual não estou
ingerindo nenhum dos 4 cereais - trigo, centeio, cevada e aveia. “A idéia inicial
é apenas retirar o glúten de alguns momentos do dia, ir progredindo aos poucos.
Você pode comer um pãozinho mas o excesso pode alterar todo o seu metabolismo,
baixar a imunidade do organismo e levar doenças.
Intestino sem glúten permite maior produção de
serotonina, consequentemente diminuem sintomas de irritabilidade, depressão,
cansaço e inchaço. As dificuldades no começo desta nova etapa (não gosto da
palavra dieta) podem aparecer apenas em momentos sociais, por isso uma boa dica
para ter o sucesso esperado é a ingestão constante de frutas frescas e secas,
que além de leves são nutritivas e de baixa caloria.
Sinceramente, não tive nenhuma dificuldade, até
o momento, nem mesmo, e justamente por ser corredora, no “jantar de massas” que
todos temos na véspera da competição. Encontrei diversos tipos de macarrão (a
base de milho e arroz, ou mandioca) e receitas de molhos saudáveis, sem
precisar ingerir glúten ou prejudicar a performance.
A melhor escolha é ir ao nutricionista e
solicitar a ele os alimentos sem glúten, receitas, substitutos, quantidades e
opções de convívio social.
Problemas
relacionados ao consumo de glúten
· Intolerância alimentar: o glúten é uma cola que adere as paredes
intestinais e vai bloqueando o funcionamento do intestino. Os primeiros
sintomas são intolerância alimentar, desconforto abdominal, gases e retenção de
líquidos.
· Obesidade: Com o metabolismo lento não se processa devidamente os
alimentos tendo como conseqüência o acúmulo de gordura abdominal.
· Baixa imunidade: afeta o sistema imunológico favorecendo doenças
auto-imunes.
· Intoxicação e enxaqueca: o metabolismo estagnado dificulta a eliminação das toxinas elevando o risco de doenças como dores de cabeça e enxaquecas.
· Intoxicação e enxaqueca: o metabolismo estagnado dificulta a eliminação das toxinas elevando o risco de doenças como dores de cabeça e enxaquecas.
· Açúcar: Como o glúten é aliado do açúcar, seqüestrador do cálcio,
aumentam os riscos de osteoporose, cáries, ranger de dentes, insônia,
hipertensão e colesterol alto.
FONTE:
www.revistacontemgluten.com.br/
www.glutenfreebrasil.com
http://saude.ig.com.br/alimentacao/dossie-gluten/n1596963519378.html